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Notícias

Acompanhei o Carlos do Carmo durante 25 anos. Faz agora 55 anos que vim para Lisboa e conheci logo o Carlos.
Comecei a acompanhá-lo ainda ele se considerava um fadista amador. Na época eu trabalhava no restaurante Folclore. Pelas 23h30 estava despachado e dirigia-me até à casa de fados da família do Carlos, O Faia. Lá, ele aguardava por mim para começar a cantar e eu acompanhava os guitarristas da casa durante os fados dele.

Durante 25 anos acompanhei-o em todos os espetáculos, desde o primeiro em 1967 (ver foto), no Porto, apresentado pelo Henrique Mendes.

Em 1991 e nos 30 anos seguintes, as nossas carreiras seguiram rumos distintos e no entanto semelhantes. Colocámos sempre a música portuguesa em primeiro lugar, sempre com o fado como pano de fundo.

Esta terça-feira foi um dos dias mais difíceis da minha vida ao ter de me despedir de um amigo que foi uma presença constante nos últimos 55 anos. Apesar do desgosto que me acompanhava, não pude deixar de lhe prestar uma última homenagem. Foi com um coração partido e uma tristeza imensa que lhe dediquei os meus últimos acordes de homenagem. Até sempre Carlos, ficas no meu coração e no de todos a quem o teu talento e amizade tocou.

05.1.2021
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